O comércio de ovos de chocolate na Páscoa deve ser maior em 2025. A expectativa é de um crescimento de 5,5% no faturamento e um aumento nas vendas que pode chegar à 12%, em comparação com o ano anterior. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de Campinas e da Associação Brasileira de Supermercados.
Além do aumento nas vendas, o gasto médio deve crescer, passando de R$ 127,90 para R$ 135,90. Esse aumento se deve à valorização dos itens utilizados para a produção, que atingiu alta de 14% nos últimos 12 meses. Se considerarmos apenas o preço do cacau, houve um aumento de 180% no preço da fruta.
E diante dessa alta no valor dos insumos, a produção de ovos de chocolate deve ser menor pelas empresas do mercado brasileiro. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) estima que serão fabricados neste ano 45 milhões de ovos para a Páscoa 2025, 13 milhões a menos que em 2024, uma redução de 22%.
Além de menos ovos, as indústrias do ramo investiram em produtos com tamanhos menores, recheios diversos e formatos alternativos para oferecer opções e preços atrativos aos consumidores. Uma das tendências serão os ovos de 50g, do tamanho de um ovo de galinha.
A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) prevê uma alta na casa de dois dígitos sobre os ovos de Páscoa. “Mas não será nada absurdo, como um aumento de 50% ou 70% (sobre o preço dos ovos). A indústria faz uma ginástica para que o preço caiba no bolso do consumidor”, diz o vice-presidente jurídico e de assuntos públicos da Nestlé, e presidente do conselho diretor da Abia, Gustavo Bastos.