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Mancha de poluição no Tietê quase dobrou em dois anos

O relatório anual Observando o Tietê, lançado às vésperas do Dia do Rio Tietê pela Fundação SOS Mata Atlântica, aponta uma piora na poluição do maior rio paulista. São 207 quilômetros de mancha de poluição, um aumento de 29% em relação ao ano anterior.

O estudo aponta o comprometimento da qualidade da água do Tietê, aumentando a extensão da mancha de poluição, em relação aos 160 km do período anterior e aos 122 km publicados no relatório de 2022 e aos 85 km, em 2021.

A condição regular da água se estende por 250 quilômetros, em três segmentos ao longo do Médio Tietê. Mas a poluição torna a água imprópria para usos múltiplos em 207 quilômetros (com qualidade ruim em 131 e péssima em 76), o que representa 35,9% do total monitorado – um aumento considerável em relação aos 27,7% do ano anterior. A extensão da mancha de poluição teve variações ao longo dos anos, com momentos de redução e aumento. Desde 2021, no entanto, cresceu 143,5%, passando de 85 para 207 quilômetros.

Foram feitas análises da qualidade da água em 61 pontos de coleta, distribuídos em 39 rios da bacia do Tietê, sendo 16 pontos ao longo do rio principal e os demais em seus afluentes e subafluentes. Desses, 62% apresentaram qualidade de água regular, 11% boa e 26% ruim ou péssima.

Na região, foram sete pontos de coleta, nas cidades de Cabreúva, Itu e Salto. Em Cabreúva, a qualidade do Tietê, conforme amostra coletada no Ribeirão Cabreúva, manteve-se Regular; em Itu, no ponto de coleta do Rio Tietê, na estrada parque, a qualidade da água manteve-se Regular, enquanto na coleta feita na bacia do Rio Caiacatinga, a qualidade teve uma queda de Boa para Regular.

Já em Salto, são quatro pontos de coleta. Em dois deles, um no Rio Tietê e outro no Rio Jundiaí, a qualidade da água manteve-se Regular. Porém, no segundo ponto de coleta no entroncamento com o Rio Jundiaí, a qualidade da água também apresentou queda, de Boa para Regular. A única notícia positiva foi a qualidade da água Boa que se manteve na bacia do Rio Piray.

A qualidade regular, embora permita diversos usos da água, é uma condição que demanda atenção especial dos gestores públicos e da sociedade, pois é bastante suscetível às condições climáticas e às variações de vazões dos rios.

Gustavo Veronesi, coordenador do Observando os Rios, o resultado do relatório reforça a necessidade de planos integrados que considerem os impactos das mudanças climáticas, do saneamento ambiental nas cidades e do uso da terra nas áreas rurais ao longo de toda a extensão do rio. “Poluir um rio é rápido, mas a recuperação é lenta e exige um estado de atenção constante, com melhorias contínuas nas estruturas de saneamento e na educação ambiental para evitar sua degradação”, ressalta.